terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Carnaval

Esse ano teremos carnaval fora de época, com um baile na sede do Projeto.

Os grupos de artes estão envolvidos na produção deste evento.

Começamos homenageando duas festas da cultura popular brasileira: Festa do Divino e Bumba-meu-boi.

Além de conhecermos melhor essas festas, que tanto guardam de nossa cultura e jeitos de ser, tivemos a oportunidade de criar nossos bois e símbolos do Divino e, ao mesmo tempo, avançar na ampliação de nossos repertórios imagéticos, sendo nutridos e influenciados tanto pelo belíssimo trabalho do fotógrafo Albani Ramos como pelo da Oficina de Agosto.



Os bois surgiram de uma história bonita e, embora eu saiba que o texto vai ficar longo, quero compartilhá-la.

Tudo começou com meu ingresso nesse projeto, quando fui pesquisar mais sobre Cultura Popular e me deparei com a Biblioteca Pública Belmonte. Lá chegando, encontrei alguns livros com os quais me conectei imediatamente. Mas não foram só eles que me encantaram nesta biblioteca e, sim, uma pessoa verdadeiramente incrível que trabalha no local e chama-se Dorinha. A Dorinha é dessas pessoas bonitas por dentro e por fora.

Passei horas na Belmonte, sobretudo pelo acolhimento e deliciosa prosa com a Dorinha. E ao me despedir dela, recebi, de presente, um boi que ela costuma fazer com as crianças e jovens que visitam a biblioteca.

Acho que a Dorinha não tem ideia disso (e vai ter muito em breve!), mas o presente significou muito para mim e me emocionou mais ainda. Não só pela sua beleza, mas porque eu vim para casa com aquele boi nas mãos e lágrimas nos olhos. Mais do que simbolizar uma generosidade gratuita (e tão rara!), o presente chegou com gosto doce, fez-me achar que eu tinha mesmo que trabalhar com Cultura Popular e que fazia sentido estar naquela Biblioteca.

Um ano se passou e achei que tinha que comemorar o aniversário desse encontro não só com uma homenagem ao boi do bumba-meu-boi, mas também à Dorinha, que será pessoa inesquecível nessa vida.

E assim comemorei: fiz, com meus grupos, uma porção de bois irmãos do boi da Dorinha... Depositei nesses bois a esperança de que esses tempos de projeto possam ter sido tão significativos para meus grupos quanto foi para mim.

Que a Dorinha possa receber, assim que eu lhe entregar o boi que estou fazendo para ela, toda a energia boa que recebi das mãos dela há um ano atrás. E meu muitíssimo obrigada também pelo pequeno grandioso encontro.



Preparando a estrutura dos bois...


Começando a vestir e decorar os bois...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Aulas abertas

Dezembro e janeiro: ao mesmo tempo em que muitas crianças e jovens viajam para visitar parentes mais ou menos distantes, chega gente de fora da comunidade para também visitar parentes e passar as férias longe de suas casas.

A cada dia vejo aparecerem conhecidos rostos acompanhados de muitos novos para participar das oficinas de artes. Alguns surgem apenas para um ou dois encontros. Outros vão ficando por um mês ou mais.

Vejo esse movimento e procuro trabalhar num esquema de aulas abertas, com começo, meio e fim num mesmo encontro. É um jeito de receber os que chegam num grupo que já está engrenado e de possibilitar também que algumas crianças bem pequenas possam participar das atividades.

Gosto especialmente dessas misturas que acontecem nesse período. Percebo que as crianças mais velhas e jovens têm facilidade e apreciam ajudar as crianças pequenas em suas produções. Tem uma coisa de ser gratificante compartilhar o conhecimento e a destreza. E as crianças pequenas trazem combinações de cores, traços e jeitos muito livres para os dias e noto que isso influencia os maiores, possibilitando uma leveza e liberdade de expressão mágicas para os encontros.

Jogos, brinquedos, pequenos blocos e enfeites para o natal foram alguns temas das aulas abertas.



Enfeite de natal

Pássaros

Cobras

Bloco

Jogo de varetas