sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Oficinas de confecção de tintas e materiais 1

A primavera chegou e, com ela, os espaços internos parecem ficar insuficientes para os sopros de vida trazidos pelo sol.

Os recursos necessários ao fazer artístico não moram somente nas lojas de materiais ou no rico lixo que desprezamos diariamente. Estão nos nossos caminhos, na nossa cozinha, no quintal do vizinho, nas praças, na imaginação.

Temos aproveitado os dias azuis para um importante trabalho de pesquisa, catalogação e coleta de recursos alternativos para nossas oficinas, que vão nos trazendo novas e gostosas possibilidades de trabalho.

Tudo começou com a confecção de um suporte diferente dos que meus grupos estão acostumados : o papel lixa. É fácil encontrá-lo pronto nas casas especializadas em materiais de construção, mas o sabor de produzir nosso próprio papel lixa parece ter sido mais doce.

Cartolinas em mãos, precisávamos descobrir onde encontrar areia para prepararmos o suporte. Bastaram alguns minutos e um canteiro esquecido num espaço da Ong, que ninguém quase olha, não só foi relembrado como passou a ter para nós um outro significado.

Do canteiro veio a areia, que despejamos numa tampa plástica.

Passamos cola nas nossas cartolinas e logo estávamos nos divertindo com o mergulho da cartolina na nossa piscina de areia.




A piscina de areia recebendo o mergulho das cartolinas.

A primeira parte da produção do papel lixa.

Esperamos a cola secar.

A segunda parte da produção: a demão de tinta.


Papel pronto, era chegada a hora de trabalharmos em nosso suporte. Assim, com giz comum e giz de cera em mãos, experimentamos traçados com materiais diferentes dos habituais lápis, canetinha e tintas num papel cheio de "altos e baixos". Percebemos como mudam nossos desenhos a depender dos materiais e suportes que são usados em nossas oficinas, mesmo quando tentamos fazer um desenho parecido com o que fazíamos em folha sulfite com o uso de lápis.



Flor. Giz em papel lixa.


Dinossauro. Giz em papel lixa.

O giz é material com o qual todos têm muita intimidade, mas é incrível acompanhar a reação dos grupos quando usam o giz fora de uma lousa escolar... Até o papel lixa ficou pequeno e acabamos usando o chão do quintal do nosso espaço para novas empreitadas, devidamente fotografadas pelos autores dos trabalhos a fim de preservar suas produções após a lavagem do quintal!



Boneco. Giz no chão.

Boneco. Giz no chão.

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